Os ossos do Barão

Os ossos do Barão

José Almino de Alencar, Cientista social

 

Como tantas outras, esta é uma história trazida por outros assuntos, pelo viés dos azares e das associações. E como tantas outras que tomam a forma de crônica, não tem a pretensão de carregar consigo nenhum ensinamento grave ou descoberta preciosa; apenas a marca nostálgica dos registros antigos e a eventual comicidade das anedotas de outros tempos. Reúne um episódio grave e muito sentido a um outro, pitoresco pelo disparate grotesco.

Começa quando ao ler o prontuário policial de meu pai da década de 1960, eu encontrei uma “parte de serviço” onde o investigador n° 150, Antônio Bernardo de Santana, lotado na Delegacia Auxiliar da Secretaria de Segurança de Pernambuco, presta conta de missão realizada na véspera: a de espionar o enterro de minha mãe.

 

Secretaria da Segurança Pública – Pernambuco

Ilmo Snr.

Comissário Supervisor da Delegacia Auxiliar

 

Parte1

 

Levo ao conhecimento de V.S para os devidos fins que, de ordem do Exmo snr Cel. Secretário de Segurança Pública, e designado snr, Permanente desta Especializada, às 14 horas de hontem me derigi ao Aeroporto dos Guararapes acompanhado do investigador n° 174, em um Geep de placa n° 5005 a disposição desta Delegacia , com a finalidade de assistir ao desembarque do corpo da esposa do snr Prefeito desta Cidade, e fazer cobertura até o Cimiterio de Santo Amaro.

 

Sou filho daquele “snr Prefeito desta cidade”; que aliás também desembarcava acompanhando o “corpo da esposa”, falecida na madrugada do dia 26, em São Paulo. Talvez aquele “snr” fora apenas a expressão de um reflexo hierárquico, estimulado pela natureza oficial do documento. Porém, não é improvável que, ao distingui-lo assim, o investigador Santana tivesse em mente as peculiaridades da política local naquele momento e as intricadas relações de parentesco que permeavam as suas elites. Porque, vale lembrar que o Sr. Prefeito da Cidade, Miguel Arraes (casado com Célia) era concunhado do Sr. Governador do Estado, Cid Sampaio (casado com Dulce) sob cuja autoridade ele, Santana, agia em última instância.2 Portanto, dois políticos influentes, um à esquerda, outro à direita, respectivamente, casados com duas irmãs, duas representantes – curvemo-nos
ao clichê – de uma velha família da Zona da Mata açucareira de Pernambuco: a família Souza Leão.

Com o tempo, guardada não sei quando, havia a lembrança de que minha mãe fora enterrada no túmulo do Barão de Souza Leão, que seria nosso ascendente. Mais tarde aprendi tratar-se de Domingos de Souza Leão, Barão de Vila Bela (1816-1893).

Segundo seu biógrafo, Fernando da Cruz Gouvêa,3 Domingos “nenhuma memória deixou a respeito da intensa participação por ele mantida na política pernambucana e no plano nacional”: Foi “o primeiro Souza Leão a buscar um diploma de curso superior”, no Curso de Direito de Olinda, entre 1935 e 1839. Contemporâneo de Zacarias de Góes e Vasconcelos – que por duas vezes o nomearia presidente da Província de Pernambuco4 – e de José Tomás Nabuco de Araújo, pai de Joaquim Nabuco. Aliás, foi através da biografia deste último que tomei conhecimento de sua influência política.

Em 23 de março de 1978, morre o velho José Tomás. Em Pernambuco, sabe-se que a eleição de Nabuco fora acertada pelo pai com Vila Bela. Morto o velho senador, alguns liberais não veem mais por que deveriam apoiar o seu filho. Um deles, Souza Carvalho, lança a boutade: tirada a causa, cessa o efeito. Luís Viana Filho relata:

 

Vila Bela, no entanto, manteve-se intransigente, pois, embora duvidasse dos méritos do protegido, que tinha em conta um dândi preocupado com futilidades, considerava desairoso fugir à palavra empenhada. Para demover os amigos, escreveu então a Luís Felipe [de Souza Leão], seu lugar-tenente na Província: “Não sei por que rejeitar assim o Nabuco: eu penso de modo contrário e conto que me auxiliarão. Para mim, a morte do pai me obrigou mais: considero um certo compromisso de honra a adoção de sua candidatura… Ponhamos o homem à prova; não tenho grandes esperanças de que seja boa, mas não podemos dignamente proceder, julgando-o previamente.”

 

Assim imposto pelo novo chefe do partido, o rapaz obteve um lugar na chapa… Esta era também a opinião de Nabuco:

 

Não me custou nada essa eleição… Custou, sim, a Vila Bela na Corte e na província a Adolfo de Barros, que passou pela política como um perfeito gentleman, seu presidente, incluírem-me na lista… Meu nome afastava o de outros, como o Dr. Aprígio Guimarães, popular na Academia pelo seu liberalismo republicano e sua eloquência tribunícia.5

 

Domingos herdou de seu pai o engenho Caraúna, pioneiro na primeira vaga de modernização do processo de fabricação do açúcar, onde se havia instalado uma máquina a vapor, totalmente aparelhada em Pernambuco pelos ingleses Harrington & Starr.6 Esse nome, Caraúna, ouvi-o muitas vezes de minha avó: foi lá que ela foi morar logo após seu casamento com meu avô, João Augusto de Souza Leão, o último Souza Leão proprietário daquele engenho.

Desconheço as circunstâncias precisas que o levou a vendê-lo, mas a história nos diz que as décadas de 1910 e de 1920 assistiram ao início da predominância da usina sobre os engenhos de banguê, resultando em uma maior concentração da propriedade da terra, seja pela nova indústria, como também nas mãos de proprietários de engenhos mais capitalizados, a exemplo do comprador de Caraúna, Luiz Francisco de Rego Barros,7 dono de mais quatro engenhos.

A venda marca um empobrecimento para a família imediata de minha mãe. João Augusto passa a ser funcionário da Secretaria da Fazenda. Fixa-se, portanto, no Recife, onde vem a falecer aos 53 anos se idade. Deixa viúva e dez filhos, sendo minha mãe a caçula com 9 anos de idade. A descendência que compreendia sete filhas, foi obrigada a trabalhar à medida que chegavam à idade adulta. E não é improvável que esse súbito declínio do grupo familiar, declínio talvez mais econômico do que social, tenha facilitado a aproximação entre os jovens Miguel Arraes de Alencar e Célia de Souza Leão.

Miguel chegara a Recife por ínvios caminhos. Nascera na pequena cidade de Araripe, no extremo sul do Ceará, próximo à fronteira com o Piauí. Filho de proprietários de gado, gente relativamente próspera para a região: seca, pobre e longe dos grandes centros. Movido em parte pela determinação, mas amparado também por parentes que haviam emigrado para o sul, entra na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Pouco mais de um ano depois, transfere-se para o Recife em 1933, atraído por um trabalho no recém-criado Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), autarquia destinada a implementar a política intervencionista federal de Getúlio Vargas na agroindústria sucroalcooleira, possibilitando o financiamento de safras, política de estocagem para valorização do produto etc. Ali, tendo atraído por seu trabalho a atenção de Barbosa Lima Sobrinho, que era presidente do IAA, progride na carreira; e, depois de mais um breve estágio no Rio, volta ao Recife para ocupar o prestigioso cargo de delegado do Instituto (a chefia do escritório regional), antes de completar trinta anos.

Chegara a Pernambuco ascendendo profissional e socialmente impulsionado, digamos assim, pela crescente modernização do país. Virá a encontrar alguns anos depois, trabalhando como secretária na Cooperativa Central de Banguezeiros e Fornecedores de Cana de Pernambuco (uma organização que mantinha necessariamente vínculos de trabalho com o IAA), uma jovem flor da decadência açucareira. Casam-se em 1945. Dezesseis anos depois Miguel conduz o corpo de Célia ao túmulo dos Souza Leão. Ou, pelo menos é o que eu pensava até há pouco tempo.

Instigado por algo que ouvira de um primo (que traz o nome do avô), João Augusto Souza Leão (Joca) sobre a remoção dos ossos do nosso Barão, vim a tomar conhecimento, por seu intermédio, de uma história inteiramente diferente. Segue o e-mail em que Joca, narrador exímio, dá conta do que se passou. Vez por outra, no seu texto haverá pequenas intervenções minhas, para esclarecimentos ou informação:

“Quem testemunhou a remoção da ‘múmia’ do Barão de Vila Bela no Cemitério de Santo Amaro?” Perguntou você no seu e-mail. “Foi tio Caio ou você? Ou eu estou delirando?” Respondi: “Tá delirando não, Zé. Fui eu mesmo. Vou contar.

Pra começar, erramos de barão. Quem estava lá, no mausoléu, não era o Barão de Vila Bela, mas o Barão de Benfica, Antônio José de Castro (1824-1880) que nem Souza Leão era. E por que “erramos” (e não “errei”) de barão e desenterramos o barão dos outros? Vejamos:

Eram sete os nossos parentes, barões com sobrenome Souza Leão:

Domingos de Souza Leão, segundo barão de Vila Bela (1816-1893);

Augusto de Souza Leão, barão de Caiará (1830-1898);

Inácio Joaquim de Souza Leão, barão de Souza Leão (1826-1904);

José de Souza Leão, barão de Gurjaú (1839-1908);

Joaquim de Souza Leão, barão e visconde de Campo Alegre (1863-1900);

Umbelino de Paula de Souza Leão, barão de Jaboatão (1829-1902).

Antônio de Souza Leão, barão de Morenos (1808-1882)

 

Quando jovem, eu nunca soube ao certo qual era o nosso ascendente (e quais eram os colaterais). Confundia até Caiará, barão, com Caraúna, nome do engenho da nossa família. Entre os sete barões, o nosso ascendente, Domingos de Souza Leão, o 2º Barão de Vila Bela (o 1º era português), avô de nosso avô, João Augusto de Souza Leão.

Além dos barões, dois viscondes (um barão acumulava). E mais os Souza Leão, filhos e filhas de barões, que casaram com barões e com filhos de barões. Entre eles, Francisco Magariños de Souza Leão, filho de Domingos, o barão de Vila Bela que casou com Erotides de Oliveira Castro, filha de Antonio Castro, o Barão de Benfica. Anote estes nomes, Francisco e Erotides. São eles, você vai ver, os responsáveis por toda a confusão.

Quando tia Célia (minha mãe) morreu, em 1961 (26/02), meu pai (meu tio Caio) foi ao cemitério de Santo Amaro para as providências de praxe. “O mausoléu é enorme, mas só tem espaço para dois por vez; um na frente e outro atrás” – contava ele.

“Mandei o coveiro abrir a lápide da frente, porque mais antiga. Ele abriu, removeu o caixão e abriu a tampa… Era o barão. Inteirinho. Mandei fechar o caixão e repor a lápide. Célia foi então enterrada na parte de trás do mausoléu.” Meu pai sempre se emocionava quando contava essa história. (Também porque tinha medo de alma e temia ter incomodado o barão.)

Sete anos depois (10/07/1968) morre tia Odete (irmã de minha mãe). E é minha vez (a primeira, diga-se) de ir ao cemitério de Santo Amaro para “as providências de praxe”. O coveiro foi logo dizendo:

“Doutor, nem adianta tentar o túmulo do barão; ele ainda tá inteiro.” Retirados os restos (é assim que se diz) de tia Célia do túmulo de trás, tia Odete foi enterrada.

Um ano mais tarde (16/11/1969) morre nossa avó Carmen, Vozinha. E lá estava eu novamente cuidando das “providências de praxe”. Entre tantos sobrinhos e netos, eu não sabia bem o porquê da escolha; hoje, acho que era porque tinha carro e era publicitário (“Você passa no cemitério e, depois, providencia os anúncios fúnebres nos jornais e emissoras de rádio”.)

Nosso primo Aníbal (Nibal) foi comigo. O coveiro me reconheceu logo. “Doutor, o túmulo de trás ainda não cumpriu o prazo. Só tem um jeito. Tirar o barão.” “Como assim?” – perguntei por perguntar. “A gente limpa ele direitinho e bota os ossos num ossuário.” E me mostrou um orçamento datilografado com quatro itens: produtos químicos, luvas, mão de obra e urna. Autorizei. E ele e um ajudante começaram o serviço.

Eu e Nibal ali, firmes. Tiraram a lápide. E puxaram o caixão; que não era caixão, mas uma caixa retangular de metal, zinco, provavelmente. O caixão propriamente dito, de madeira, estava dentro dessa caixa.

O coveiro demonstrou conhecimento: “O barão morreu na Europa há mais de cem anos, doutor. Veio pra cá de navio. Isso era a embalagem pra viagem. E o corpo foi embalsamado. O senhor vai ver. Tá inteiro!” Com uma espátula, abriu o caixão de madeira. E lá estava o barão como ele havia anunciado e como meu pai o havia visto oito anos antes. Inteiro. A pele seca e escura como couro curtido, o cabelo (no entorno da careca) e o vasto bigode avermelhados (melhor, vermelhos mesmo). Mas tinha, creio, as feições preservadas. Vestia fraque.

E arrematou: “Mas é só a carcaça. Por dentro, tá oco. Quer ver?” Pegou uma espátula de cabo longo, “ó só!” e deu uma estocada. A espátula penetrou sem encontrar resistência, como se o corpo fosse um saco de papel, cheio de ar. Mais uma, duas… O tecido do fraque esfarelava a cada estocada. Na quarta, saltou uma costela, que caiu a centímetros dos nossos pés. “Pra mim, chega! Façam o resto”, disse. Paguei. O homem nos tranquilizou: “Na hora do enterro, doutor, vai tá tudo nos trinques.”

Voltamos pra casa de Vozinha. No terraço, tia Yuyu, tia Hilda e tio Ruy. “Missão cumprida” – anunciei em tom triunfal. “Vozinha será enterrada no túmulo da família.” “Como você conseguiu?” – quis saber tio Ruy. Contei, sem detalhes, que tinha autorizado a remoção do barão.

Tio Ruy não gostou: “O barão comprou o túmulo pra ficar lá até o final dos tempos. Você não tinha esse direito.” Apesar de não haver caminho de volta, arrisquei: “Se você quiser, telefono para o cemitério e digo para levarem o barão de volta.” Nosso tio levantou da cadeira e saiu do terraço sem dizer nada. “Fez muito bem, meu filho” – aprovou tia Yuyu.8

No enterro de alguém da família, não lembro de quem, tia Edla, talvez, anos depois, descobri que, na lápide original de mármore havia uma inscrição gravada em baixo relevo, quase imperceptível: Barão de Benfica. Não consegui ler o nome nem as datas de nascimento e morte.

Como já disse, Zé, não sabia – e continuo sem saber exatamente – os títulos nobiliárquicos de todos dos barões da família. Mas, quando deste enterro, eu já sabia que o nosso ancestral direto era Vila Bela. Daí, o grilo: será que Benfica também era Souza Leão? Antigamente não havia Google e, reconheço, o assunto nunca me despertara interesse.

Um dia, tomando cuba-libre no terraço de nossa prima Vitória (Vicota), contei a história com todos os detalhes, como estou contando aqui. E ela esclareceu. Se não tudo, parte. Como dizia meu pai, o mausoléu era grande, mas só abrigava dois hóspedes. E disse Vicota que a família de Benfica (nossos parentes, segundo ela) pediu à nossa o mausoléu de Vila Bela emprestado, pois o deles estava sem vaga. “E nós emprestamos. Aí, algum tempo depois, morreu um dos nossos. E como estávamos sem vaga, enterramos no mausoléu deles. E assim foi – ainda segundo nossa prima – “eles enterrando no da gente e a gente enterrando no deles.”

Numa ida minha ao cemitério de Santo Amaro, aproveitei pra dar uma espiada nas lápides vizinhas. E eis que, quatro ou cinco mausoléus antes do que sempre achei que era o nosso (mas era o de Benfica), estava o mausoléu de Vila Bela (que era o que deveria ser nosso, mas abrigava também mortos de Benfica). Dessa vez, consegui ler o nome de Benfica na lápide: Antônio José de Castro. Ou seja, Souza Leão é que ele não era.

Um dia, estou numa livraria e alguém me chama: “Primo, tô lançando um livro e quero dar um exemplar a você.” Não conhecia o primo e autor (nem lembro seu nome). E o livro era, justo, sobre a genealogia da família Souza Leão; cheio de fotos, brasões, armas e árvores genealógicas desenhadas.

E foi nesse livro, Zé, que descobri a origem da confusão dos mausoléus. Vicota estava quase de todo certa. Benfica não era parente (porque, como diria Brizola, genro não é parente), mas o cossogro e netos dele eram Souza Leão: Francisco Magariños de Souza Leão e Erotides de Oliveira Castro. Eu disse pra anotar esses nomes. Pois! Francisco, filho de Vila Bela, e Erotides, filha de Benfica. Daí o troca-troca.9

 

Seu primo,

Joca

 

P.S. Não sei, Zé, se meu pai e todos os nossos tios sabiam da troca. É provável que sim. E, quando se referiam ao “barão”, falando do túmulo, estavam se referindo a Benfica. E eu, que não sabia de nada, pensava que se tratava de Vila Bela. Bem, se sabiam, também sabiam que o desenterrado foi Benfica.

 

A 13 de agosto de 2005, morre meu pai. Eu me encontrava hospedado na casa de minha irmã, Ana Lucia, quando ela começou a dar vários telefonemas seguidos. Tinha a ver com as providências fúnebres mais imediatas a que se acrescentavam perguntas como: “O lugar já está acertado?” “Você viu onde fica?”

Explicou-me logo a seguir que se tratava do lugar onde meu pai seria enterrado. Apenas naquela (última) hora, se havia conseguido um pedaço de terra no Cemitério de Santo Amaro. Cearense, vivendo há décadas no Recife, ele guardara consigo a marca do adventício, do estrangeiro: não tinha um lugar onde cair morto.

 

O autor é pesquisador da Casa de Rui Barbosa

almino@rb.gov.br

 

NOTAS DE RODAPÉ

  1. Esta “Parte de Serviço” foi copiada dos arquivos da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco pela Comissão Estadual da Memória e da Verdade Dom HelderCâmara. Foi copiada literalmente, mantendo-se a linguagem e ortografia do original.
  2. Este início retoma, resumidamente, outro texto “Parte de Serviço” (In: Alencar e Silva Neto, Jose Almino de. Revista Continente, Recife, PE., maio de 2019.)
  3. Cruz Gouvêa, Fernando da. O Partido Liberal no Império: O barão de Vila Bela e sua época. Coleção Lima Barreto, Senado Federal, Brasília DF, 1986, p.20.
  4. Foi também deputado provincial, deputado geral e ministro de Negócios Estrangeiros.
  5. Nabuco, Joaquim. Minha Formação, Rio de Janeiro: W.M. Jackson Editores, 1952, p.219.
  6. Cruz Gouvêa, Fernando da. Op. cit. p.22.
  7. Os engenhos de Pernambuco: http://engenhosdepernambuco.blogspot.com/p/nome-de-engenhos-letra-c.html.
  8. Maria de Lourdes de Souza Leão, a filha mais velha de minha avó, que herdara o senso de humor da mãe e muito do jeito de mandar dos seus ancestrais.
  9. Portanto, minha mãe não foi enterrada no túmulo do avô de seu pai, o Barão de Vila Bela, mas no túmulo de sua avó materna, o Barão de Benfica.

One response to “Os ossos do Barão”

  1. Maria Jose de Souza Leão Andrade disse:

    Adorei ouvir a historia da familia. Excelente

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