Manuel Bandeira, um artesão do simples

Manuel Bandeira, um artesão do simples

José Almino de Alencar, cientista social, poeta e crítico literário

 

Na lírica moderna, o valor das palavras, seu encanto, pode chegar ao leitor por caminhos diversos que eventualmente se harmonizam: a musicalidade, um mistério evocado, o apelo ao sentimento ou qualquer outro atributo que surpreenda a sua inteligência sensível: “A poesia comunicaria antes de ser compreendida”, é o que nos diz T.S. Eliot. Ou, na expressão mais desabusada de Cesare Pavese: “Ninguém escreveria versos se o problema da poesia consistisse em fazer-se compreensível.”1
No entanto, se o poema navega entre a incompreensibilidade e o fascínio, o poeta, por sua vez, busca a recepção e o acolhimento. No seu ofício, ele transforma a apreensão de uma imagem ou de uma situação concreta em síntese verbal que atrai a cumplicidade do outro. Esse é o próprio da criação literária. E o exame das diversas maneiras de como esse circuito de cumplicidade se estabelece – mais ou menos intenso ou prazeroso – é geralmente a função da crítica.2
Por vezes, busca-se individualizar, tornar, por assim dizer, concreto um tema que se pretende de identificação universal entre os homens – a morte ou o amor, por exemplo, para citar apenas dois dos mais populares. Diversos desses vastos assuntos há os pequenos achados, muitas vezes idiossincráticos que elevam particularismos em expressões líricas, ao mesmo tempo em que motivam, restabelecem e realimentam aquele circuito de cumplicidade entre o criador e o receptor.
Em Manuel Bandeira esses pequenos milagres que podem surgir a todo o momento são uma invenção deliberada, desenhada e perseguida cuidadosamente. É o que se depreende, por exemplo, de um trecho de carta a seu amigo Ribeiro Couto, datada dos 27 de julho de 1927,3 a propósito de seu conhecido “Profundamente”, à época ainda inédito:4

[…] não falo da Rua da União, mas ela está ali tão presente quanto na “Evocação do Recife”:
Meu avô
Minha avó
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Fiquei satisfeitíssimo por ver que você o entendeu exatamente como eu quis e trabalhei para que o sentido fosse entendido: a impressão tranquila e grandiosa da morte; o ciclo da vida. […] Tive de corrigir alterar [sic], procurar até achar “as vozes daquele tempo”; precisavam ser vozes de afeto mas que não sugerissem nem de leve os meus lutos pessoais. (O luto dos avós tem um sorriso de aposentadoria com todos os vencimentos) Depois os avós datam. Escolhi a dedo Totônio Rodrigues, Tomásia. (Você terá sentido que era a velha cozinheira exescrava?) e Rosa, a mulata magra ama seca [sic, sem hífen].

A referência ao passado não é simples notação sentimental ou registro autocomplacente: trata-se de construção bem pensada em que o traço confessional minimiza-se, procurando se anular; e, de tal maneira, que o enumerar de nomes próprios de pessoas desconhecidas aos leitores, por assim dizer “puros significantes”, adquire valor de representação de sentimentos e de significados.
Mais tarde, ao refletir sobre a sua poesia, Bandeira sublinha a importância da emoção particular (ou dessas reminiscências), fincada na memória da infância e que ele vai identificar com outra – a de natureza artística:

Desde esse momento, posso dizer que havia descoberto o segredo da poesia, o segredo do meu itinerário em poesia. […] o conteúdo emocional daquelas reminiscências da primeira meninice era o mesmo de certos raros momentos em minha vida de adulto: num e noutro caso alguma coisa que resiste à análise da inteligência e da memória consciente, e que me enche de sobressalto ou me força a uma apaixonada escuta.5

O poeta situa o primórdio deste “segredo do seu itinerário poético” e lhe atribui uma topografia, nomes e endereços:

Dos seis aos dez anos, nesses quatro anos de residência no Recife, […] construiu-se a minha mitologia, e digo mitologia porque os seus tipos, um Totônio Rodrigues, uma D. Aninha Viegas, a preta Tomásia […] têm para mim a mesma consistência heroica dos personagens homéricos. A Rua da União, com os quatro quarteirões adjacentes limitados pelas ruas da Aurora, da Saudade, Formosa e Princesa Isabel, foi a minha Tróada; a casa de meu avô, a capital desse país fabuloso. Quando comparo esses quatro anos de minha meninice6 a quaisquer outros quatro anos da minha vida de adulto, fico espantado do vazio destes últimos em cotejo com a densidade daquela quadra distante.

O conjunto dessas imagens singelas da infância – que lhe acende a sensibilidade e atiça a inteligência como uma epifania – vem a ser presença efetiva na poesia de Manuel Bandeira e tem no “A evocação de Recife”, por sua repercussão e importância simbólica, um ponto referencial maior. Algumas de suas cartas reforçam essa nossa observação e nos dão elementos para melhor compreender o processo de elaboração da sua lírica: a gênese dos repertórios temáticos, dos procedimentos de escrita e onde poderíamos discernir, recuperar a intencionalidade (no sentido fenomenológico) da emoção [do poeta]: os aspectos do real nela indicados.7
“Mando-lhe os versos que fiz a pedido do Gilberto Freyre, pernambucano inteligentíssimo do Recife, para o álbum comemorativo do centenário do “Diário de Pernambuco” (o jornal mais antigo da América do Sul. Mas há um jornal do Chile que disputa o título)”, escreveu Manuel Bandeira a Ribeiro Couto no final de uma carta de 1925. Tratava-se do poema “Evocação do Recife”.
De fato, em 1925, encarregado pela direção do Diário, Gilberto Freyre organiza o “Livro do Nordeste”, lançado a 7 de novembro do mesmo ano e no qual foi publicado pela primeira vez aquele poema, que o sociólogo diria mais tarde, ser

o poema em certo sentido mais brasileiro de Manuel Bandeira — Evocação de Recife — ele o escreveu porque eu pedi que ele o escrevesse. O poeta estranhou a princípio o pedido do provinciano. Estranhou que alguém lhe encomendasse um poema para uma edição especial de jornal como quem encomenda um pudim […] Mas um belo dia recebi “Evocação do Recife”.

Gilberto Freyre era, então, um jovem de 25 anos que voltara dois anos antes ao Brasil de uma temporada de estudos nos Estados Unidos (seguida por uma breve passagem pela Europa). Reinstalara-se no Recife e escrevia regularmente artigos para o Diário de Pernambuco,8 no qual divulgava com desenvoltura o que aprendera no exterior e muito frequentemente torcia o nariz diante da produção da imprensa nacional. Segundo o testemunho de José Lins do Rego:9

Gilberto Freyre chegara da Europa e eu quis aproximá-lo da nova poesia brasileira. Não houve porém contato que satisfizesse o jovem que chegava cheio de tantas prevenções contra a nossa pobre literatura. Ele mesmo dissera, sobre Gonçalves Dias, que nós não havíamos tido um grande poeta, mas pedaços de grandes poetas em Castro Alves, Álvaro de Azevedo, Gonçalves Dias.
Isto foi em 1923. […] Um ano depois, Gilberto Freyre encontrara um grande poeta no Brasil. E aparecia com um longo artigo de 2 colunas, falando de um Manuel Bandeira que eu ainda não conhecia.

Zé Lins enganara-se sobre a data. O artigo de Gilberto Freyre, “A propósito de Manuel Bandeira” foi publicado realmente no Diário de Pernambuco, porém em 21 de junho de 1925. Provavelmente10 dizia respeito ao volume “Poesias”, editado em 1924 e que reunia três livros prévios do poeta: “A cinza das horas”, “Carnaval” e “Ritmo dissoluto”.
Nele, Gilberto já apresenta muitas das características de sua imaginação ensaística, um ecletismo fértil em que se combina conhecimento literário, a ênfase retórica de uma prosa com traços românticos e a visada do sociólogo (ou da psicossociologia), e que procura associar os traços e temperamentos do poeta à sua enfermidade, a tuberculose – doença que então se arrastava crônica nos pacientes, muitas vezes fatal – e que atravessara o século XIX; “mal de época” que impregnara igualmente o imaginário social, marcando de maneira especial o pensar e o sentir do criador Manuel Bandeira. No artigo do Diário de Pernambuco dizia coisas como:

Versos cheios da dolorosa coragem de ser doente, os versos do Sr. Manuel Bandeira […] Sente-se nos versos do poeta pernambucano, como em certas páginas de Proust, um homem em que a emoção da doença aproximou da alma. Daí talvez a sua voz baixa: por ser a de um homem perto da alma. […] Para o Sr. Manuel Bandeira a emoção da doença é antes uma cultura íntima. De “sua fina e doce ferida” lhe escorre o fio da emoção por alguns versos nada mórbidos ou doentios. Ninguém lhe vê a ferida […] sua emoção conhece o pudor […] é a emoção íntima da doença criando no poeta um estado de alumbramento:
“Eu vi os céus! Eu vi os céus!
Oh, essa angélica brancura
Sem tristes pejos e sem véus!
… E vi a Via-Láctea ardente
Vi comunhões… Capelas… véus
Súbito… alucinadamente.”
Mas nesses aparentes olhos de meninos em dia de Primeira Comunhão […] ardem volúpias em torno de coisas da terra […] em que ardem também lúbricas pontas de dedos em busca de formas de mulher […] E entretanto são versos que por vezes terminam no desencanto da volúpia erótica:
“A volúpia é bruma que esconde
Abismos de melancolia”
Nunca se falou em voz tão baixa na poesia brasileira. Nunca, entre nós, poeta nenhum cantou o amor por mulher nessa voz misticamente grave…

“Olhos de menino em dia de Primeira Comunhão”: a imagem denuncia o dedo do sociólogo que nos seus livros, vez por outra, evoca essa figura do menino brasileiro do século XIX, vestido com as roupas, com a sisudez e a tristeza dos adultos, criado entre as saias das mulheres, parentas, escravas e criadas, educado em um catolicismo beato, cheio de imagens piegas de santos e milagres. Isso fazia parte do universo imaginário de Gilberto, do seu vasto repertório das manifestações culturais, de traços de comportamento, de singularidades históricas provincianas, sobre os quais ele irá basear a sua vasta obra.11 E onde procurará também situar a obra de Bandeira.
Em “Manuel Bandeira, recifense”, Gilberto Freyre rememorará seu primeiro contato com o poeta, onde ele sublinhará essas aproximações:

Nossa amizade começou por carta. Era uma carta cheia de simpatia por uns artigos meio líricos que eu andava escrevendo no DP,12 num português ainda mais perro do que o de hoje, português de quem tinha saído daqui quase menino para voltar homem feito, depois de cinco anos maciços de língua inglesa. Artigos sobre coisas de Pernambuco, de Recife, do Norte. Sobre a paisagem, sobre os nomes de rua, sobre a cozinha tradicional do Norte do Brasil.

Logo após esta carta, surgiu o convite para que Bandeira escrevesse o que seria “Evocação do Recife”.

Um
gosto
humilde
da
tristeza13
A tudo que outrora
Amaste. Sorri tristemente…
Manuel Bandeira

Não saberia dizer se “Evocação do Recife” é o poema mais brasileiro de Bandeira, mesmo quando aponho a qualificação um tanto enigmática e tão “gilbertiana”: “em certo sentido”. Mas, poderia afirmar invocado o testemunho do poeta no seu Itinerário de Pasárgada,14 que o seu encontro em 1925 com Gilberto Freyre – cuja “sensibilidade tão pernambucana muito concorreu para me reconduzir ao amor da província e a quem devo ter podido escrever naquele mesmo ano a minha ‘Evocação do Recife’ – e a sua encomenda hajam por assim dizer evocado a ‘Evocação’ ”. E mais: espicaçada a memória do poeta, tenha possibilitado que a matéria da sua vida recifense viesse a se mesclar harmoniosamente com o que observava no seu cotidiano humilde de Santa Teresa, onde vivia, tornando-se um dos elementos ativos na sua poesia.
Esse período, que era igualmente um período de irradiação intensa do movimento modernista, assistiu a formação do estilo humilde do poeta maduro, forjado para dizer o sublime através do simples.15 Bandeira viria assim a desenvolver uma empatia ativa, militante pelo mundo ordinário, pelo dia a dia, pelas surpresas contidas na fala brasileira, utilizando os recursos de construção poética os mais variados e os materiais mais diversos, [reconhecendo] “a poesia em tudo, podendo repontar onde menos se espera e fazendo do poeta o ser capaz de desentranhá-la no mundo.”16
Data de então, e sobretudo, da segunda metade da década de 1920, os poemas de “Libertinagem”, livro publicado em 1930 que reúne trabalhos bem característicos dessa fase, como “Evocação do Recife”, o já citado “Profundamente”, “Porquinho-da-índia”, “Irene no céu”, “Pensão familiar”, “Poema tirado de uma notícia de jornal” etc.
Mário de Andrade viria na década seguinte a proclamar que Libertinagem “é um livro de cristalização, não da poesia de Manuel Bandeira, […], mas da psicologia dele. É o livro mais indivíduo Manuel Bandeira de quantos o poeta já publicou.”17
Dentro do Modernismo, defendia a gratuidade diante da poesia, reagindo por vezes aos impulsos doutrinários de Mário de Andrade, como se vê aqui, indiretamente, nesta carta a Ribeiro Couto:18

Não concordo com o Mário no preconceito de novidade: posso encontrar poesia em lugar-comum sentimental. Daí gostar de coisas suas que ele acha sem importância. Posso eu achar também sem importância e no entanto gostar. Você é justamente um desses poetas que chateiam os outros com coisas sem importância. Creio que você entende bem o sentido em que emprego a expressão “coisa sem importância”. Digo isso porque o Mário faz diferença entre coisa sem importância com interesse artístico e coisa sem importância mesmo. Pois pode me suceder que eu goste e me comova com a “coisa sem importância” mesmo.

No entanto, Bandeira não deixaria de marcar uma distinção entre o registro emotivo e a criação literária:

Depois da palavra arte você pôs o parêntese criação emotiva: logo para você arte é criação emotiva. Estou de acordo. Poderá sê-lo quando houver “criação emotiva”. […]. No fundo (você inconscientemente) você está com o Mário e eu acho que com razão: um poema é composição; quando não há composição, o que existe é um fragmento lírico. Naturalmente há mais frescura no puro lirismo. Porém maior “gozo da inteligência” na composição.19

Na elaboração da sua poesia, Bandeira dedicava-se, sobretudo, às eliminações sistemáticas dos excessos, procedendo por aproximações sucessivas à forma final do poema. Nele é notável a predominância do poema breve, de caráter muitas vezes prosaico, cuja força sintética tem o poder de singularizar a inspiração poética. No lugar da expressão imediata da subjetividade, própria da lírica,20 tem-se o registro epigramático da realidade objetiva, a descrição de um objeto, de uma cena, em linhas despojadas, visando dar substrato a um sentimento, uma ideia.
Em outra carta, onde Bandeira rejeita uma crítica do amigo Ribeiro Couto, ilustra-se também, pelo menos aos nossos olhos de leitores no futuro, esta habilidade criteriosa do poeta ao selecionar os elementos mais explícitos na sua concretude que ele invariavelmente escolhe para um poema. De Pouso Alto, Ribeiro Couto havia escrito21 os seguintes comentários ao ainda inédito “O Anjo da Guarda” que viria a fazer parte de Libertinagem:

O “Anjo da Guarda” tem um verso que quebra o poema: “Devia ter sido assim”. Aquele verso – releia, serenamente […], nem compreendo como lhe acudiu! Não ajunta nada de notável ao sentido; e cai. O poema cai ali.

Tratava-se do poema escrito em memória a sua irmã, Maria Cândida de Sousa Bandeira:22

O Anjo da Guarda

Quando minha irmã morreu,
(Devia ter sido assim)
Um anjo moreno, violento e bom,
– brasileiro
Veio ficar ao pé de mim.
O meu anjo da guarda sorriu
E voltou para junto do Senhor.

A observação de Ribeiro Couto era irritada, impaciente. A recomendação era enfática. No entanto, o poema permaneceu inalterado. Ao relê-lo penso que a quebra introduzida pelo verso (“Devia ter sido assim”) – uma sentença no pretérito imperfeito reforçada pela presença de um parêntese, em meio a uma narrativa toda ela no pretérito perfeito – vem a trazer um elemento novo e perturbador ao todo. Sem esse verso o poema seria uma manifestação da resignação triste, tingida pelo humor melancólico de um irmão diante da morte da irmã. Ficaria talvez mais próximo da maneira de Couto. E não seria mau. Com o verso criticado, que traz uma conotação inconclusiva – algo que ficou por existir –, fica marcada uma nota de meditação e de irresignação, como se o poeta manifestasse a sua perplexidade e a sua insubmissão diante da morte. São pequenos truques sutis de um artesão primoroso que faz nascer do simples a surpresa da poesia.

*Por ocasião do cinquentenário da morte de Manuel Bandeira (13 de outubro de 2018)

O autor é pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB).
almino@rb.gov.br
NOTAS DE RODAPÉ

1. Friedrich, Hugo. Estrutura da lírica moderna. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1978, pp.15-16.

2. Alencar, José Almino de. “O beija-flor e as proparoxítonas”. In: Gordos, magros e guenzos, Recife: CEPE Editora, 2017, p. 50.

3. In: Arquivo Museu de Literatura, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.

4. Refere-se aqui, mais precisamente, à parte final do poema:
Quando eu tinha seis anos / Não pude ver o fim da festa de São João / Porque adormeci / Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo / Minha avó / Meu avô / Totônio Rodrigues / Tomásia / Rosa / Onde estão todos eles?/ — Estão todos dormindo / Estão todos deitados / Dormindo / Profundamente.

5. “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira. In Manuel Bandeira. Seleta de prosa. Org. Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998, p. 295.

6. Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, o poeta Manuel Bandeira, nasceu no Recife em 19 de abril de 1886, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890, muda-se para o Rio de Janeiro com seus pais, a seguir para Santos e, novamente, para o Rio de Janeiro. Em 1892, novamente acompanhando a família, retorna ao Recife, onde reside por quatro anos. Em 1896, fixa-se definitivamente no Rio de Janeiro até a sua morte em 13 de outubro de 1968.

7. Cf. Merchior, José Guilherme. Fragmentos história da lírica moderna. In Formalismo e tradição moderna. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária; Editora da Universidade de São Paulo, 1974, p.72.

8. Artigos reunidos em livro pelo historiador José Gonçalves de Melo. Cf.: Freyre, Gilberto, “Tempo de aprendiz”, IBRASA/Instituto Nacional do Livro, Ministério de Educação e Cultura, Brasília, 1979, 2 volumes.

9. Rego, José Lins do. “Manuel Bandeira mestre da vida” In: Homenagem a Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: Officinas Typographicas do Jornal do Commercio, 1936, p. 106. Apud: Vicente, Silvana Morelli. Cartas Provincianas: correspondência entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira. Tese de doutorado submetida ao Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007, p. 36.

10. “Provavelmente” porque o artigo não se apresenta como uma crítica do livro e não menciona o seu título, embora todos os poemas citados pertencessem ao “Poesias”.

11. Sobre as afinidades temáticas entre esses dois “provincianos”, consulte-se o excelente trabalho de Silvana Morelli Vicente: Cartas Provincianas: correspondência entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, op.cit.

12. Diário de Pernambuco.

13. Do poema, “Quando perderes o gosto humilde da tristeza” (In: O ritmo dissoluto).

14. Cf. “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira. In Manuel Bandeira. Seleta de prosa, op. cit. p. 326.

15. Arrigucci Jr., Davi. Humildade, paixão e morte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 140.

16. Arrigucci Jr., Davi. O cacto e as ruínas. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2000, p. 141.

17. Andrade, Mário de. “Nota Preliminar” em Libertinagem. In: Bandeira, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1996, p.199. Transcrita de “Tradutores poetas”, Aspectos da literatura brasileira, Rio de Janeiro, Americ Editora, 1943.

18. Carta de 28. 8.1926. In: Arquivo Museu de Literatura, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.

19. Carta de 22.10.1926. In: Arquivo Museu de Literatura, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.

20. Cf. Arrigucci Jr., Davi. O cacto e as ruínas, op. cit., p 37.

21. Carta de 21.09.1925. In: Arquivo Museu de Literatura, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.

22. Falecida em 1918.

 

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