Excomunhões – Cartas do Divino Ódio

Excomunhões – Cartas do Divino Ódio

LEON TOLSTOI

Decreto do Santo Sinodo

“Trecho de carta escrita pelo Padre João de Kronstadt EM 1901

Que amarrem uma pedra no teu pescoço e com ela tu sejas jogado nas profundezas do mar. Não deve haver lugar na Terra para ti. A Igreja não o reconhece como seu membro e não pode reconhecê-lo enquanto ele não se arrepender. Leva da Terra esse cadáver fedorento que, com sua soberba, desonra a Terra toda. Amém.”

 

MARTINHO LUTERO

Exsurge Domine

“Agora, um novo Porfírio se levanta, que, como o outro do passado, cheio de erros, assediou os santos apóstolos, e agora ataca os santos pontífices, nossos predecessores. Ele os reprova por violação a vosso ensinamento, em vez de implorá-los, e não tem pudor de atacá-los, de lamentá-los, e quando se desespera de sua causa, de rebaixar-se

aos insultos. Ele é como os hereges cuja última defesa, como disse Jerônimo, é pôr-se a vomitar veneno de serpente com sua língua, quando veem que suas causas estão para ser condenadas, e explodem em insultos quando se veem vencidos. Embora tenhais dito que deveria haver heresias para testar a fé, ainda assim eles devem ser destruídos no próprio berço por vossa intercessão e ajuda, e, assim, não crescerão nem se tornarão fortes como vossos lobos.“

 

BARUCH ESPINOZA

Cherém dos Senhores do Mahamad

Trecho da sentença do Conselho da Sinagoga Portuguesa de Amsterdã, em 1656

“Com a sentença dos Anjos e dos Santos, com o consentimento do Deus Bendito e com o consentimento de toda esta Congregação, diante destes santos Livros, nós heremizamos, expulsamos, amaldiçoamos e esconjuramos Baruch de Spinoza … Maldito seja de dia e maldito seja de noite, maldito seja em seu deitar, maldito seja em seu levantar, maldito seja em seu sair, e maldito seja em seu entrar … E que Adonai  (Soberano Senhor) apague o seu nome de sob os céus, e que Adonai o afaste, para sua desgraça, de todas as tribos de Israel, com todas as maldições do firmamento escritas no Livro desta Lei. E vós, os dedicados a Adonai, que Deus vos conserve todos vivos. Advertindo que ninguém lhe pode falar pela boca nem por escrito nem conceder-lhe nenhum favor, nem debaixo do mesmo teto estar com ele, nem a uma distância de menos de quatro côvados, nem ler Papel algum feito ou escrito por ele. … Nós heremizamos, expulsamos, amaldiçoamos e esconjuramos Baruch de Spinoza. Maldito seja de dia e maldito seja de noite, maldito seja em seu deitar, maldito seja em seu levantar, maldito seja em seu sair, e maldito seja em seu entrar.”

 

GALILEU GALILEI

Processo do Santo Ofício

Trecho da sentença do Cardeal Bellarmino, em 1615

“E por isso que veio ao conhecimento da Sagrada Congregação que, com respeito ao movimento da Terra e à imobilidade do Sol, que Nicolau Copérnico em sua obra sobre as revoluções dos globos celestes, e Diogo de Zúñica em sua obra sobre Jé, ensinaram, já se tem espalhado e foi aceita por muitas pessoas, como se conclui da carta de um Padre Carmelita cujo título é “Carta do Pe. Mestre P. A. Foscarini, Carmelita, sobre a opinião dos pitagorianos e de Copérnico…”, impressa em Nápoles por Lazzaro Scariggi, em 1615, na qual  a Congregação, a fim de que esta opinião não mais se difunda daqui por diante, em detrimento da verdade católica, é de aviso que se suspendam as duas obras de Copérnico e Diogo de Zúñica até que sejam corrigidas, de proibir inteiramente o livro do

Pe. Foscarini, e de proibir igualmente todos os livros que ensinam a mesma doutrina, como pelo presente decreto ela os proíbe, todas e cada um, os condena e os suspende. Porém, a fim de que teu grave e pernicioso erro e tua desobediência não fiquem absolutamente impunidos, a fim de que tu sejas para o futuro mais reservado e que tu sirvas de exemplo aos outros, para que eles evitem estas espécies de faltas, nós ordenamos que o livro dos “Diálogos” de Galileu Galilei seja proibido por um decreto público; nós te condenamos à prisão ordinária deste Santo Ofício, pelo tempo que nós determinaremos à nossa discrição e, a título de penitência salutar, nós te impomos recitar durante três anos, uma vez por semana, os sete salmos penitenciários, reservando-nos a faculdade de moderar, mudar, exonerar todas ou parte das penas e penitências supraditas.”

 

GIORDANO BRUNO

Condenação à Morte na Fogueira

Trecho da sentença do papa Clemente VIII, em 1600

“Aquele Bruno era nolano, do reino de Nápoles, da ordem Dominicana; aos dezoito anos duvidava do dogma da transubstanciação (que, certamente, repugna à razão, como te ensina o teu Crisóstomo), além de negá-la veementemente, e, logo em seguida, havia começado a pôr em dúvida a virgindade da Beata Maria (a qual Crisóstomo considera sempre mais pura de que todos os querubins e serafins). Ora, se Lutero é igual a Bruno, qual tratamento pensas que devemos dispensar àquele? Certamente deve ser confiado a Vulcano, o deus claudicante, para que seja queimado com lenha maldita.”

 

COMUNISMO ATEU

Divinis Redemptoris

TRECHO DA CARTA DO PAPA PIO XI, EM 1937

“Depois da miserável queda de Adão, como consequência dessa mácula hereditária, começou a travar-se o duro combate da virtude contra os estímulos dos vícios; e jamais cessou aquele antigo e astuto tentador de enganar a sociedade com promessas falazes. É por isso que, pelos séculos afora, as perturbações se têm sucedido umas às outras até à revolução dos nossos dias, a qual ou já surge furiosa ou pavorosamente ameaçada atear-se em todo o universo e parece ultrapassar em violência e amplitude todas as perseguições que a Igreja tem padecido; a tal ponto que povos inteiros correm perigo de recair em barbárie, muito mais horrorosa do que aquela em que jazia a maior parte do mundo antes da vinda do divino Redentor. Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é do comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã.”

 

Maçons

Bula In Eminenti Apostolatus Specula

Trecho da carta do papa Clemente XII em 1738

“Deste modo, Nós ordenamos precisamente, em virtude da santa obediência, que todos os fiéis de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade ou preeminência, seja esta clerical ou laica, secular ou regular, mesmo aqueles que têm direito a menção específica e individual, sob qualquer pretexto ou por qualquer motivo, devam ousar ou presumir o ingresso, propagar ou apoiar estas sociedades dos citados Liberi Muratori ou Franco-maçons, ou de qualquer outra forma como sejam chamados, recebê-los em suas casas ou habitações ou escondê-los, associar-se a eles, juntar-se a eles, estar presente com eles ou dar-lhes permissão para se reunirem em outros locais, para auxiliá-los de qualquer forma, dar-lhes, de forma alguma, aconselhamento, apoio ou incentivo, quer abertamente ou em segredo, direta ou indiretamente, sobre os seus próprios ou através de terceiros; nem a exortar outros ou dizer a outros, incitar ou persuadir a serem inscritos em tais sociedades ou a serem contados entre o seu número, ou apresentar ou a ajudá-los de qualquer forma; devem todos (os fiéis) permanecerem totalmente à parte de tais Sociedades, Companhias, Assembleias, Reuniões, Congregações ou Convenções, sob pena de excomunhão para todas as pessoas acima mencionadas, apoiadas por qualquer manifestação, ou qualquer declaração necessária, e a partir da qual ninguém poderá obter o benefício da absolvição, mesmo na hora da morte, salvo através de Nós mesmos ou o Pontífice Romano da época.”

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