Boletim de ocorrência

Boletim de ocorrência

Com a palavra, o mui digno ecclesiastico e douto escriptor José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, sócio da Academia Real das Sciencias, Bispo em outro tempo de Pernambuco, depois eleito de Bragança e Miranda, Bispo D’Elvas, do Conselho de sua Alteza Real, e actualmente Inquisidor-Geral do Reino:

“Um povo, qualquer que seja, será sempre insolente na prosperidade, perturbado e desconcertado na desgraça, cruel na sua cólera, pródigo e cego nos seus favores, incapaz de tomar prontamente uma boa resolução. Todo o povo soberano deve necessariamente cair na mais abominável corrupção. Ela é a conseqüência da liberdade muito excessiva e muito jactada na democracia. Jamais república alguma, governada pela voz do povo, não tem gozado de uma felicidade sossegada; elas não têm sido florescentes senão quando um Senado ou grandes homens as têm governado, e, em tais casos, já não se pode dizer govêrno democrático.”

 

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