A quarta via sexual – Quando o robô faz tudo

A quarta via sexual – Quando o robô faz tudo

Kelly Nascimento, jornalista

 

Mitos são mecanismos que, ao longo dos séculos, têm ajudado a decifrar códigos sociais e as relações humanas. Na compilação de histórias da Grécia Antiga, Pigmalião protagoniza um relacionamento improvável. Buscando a mulher perfeita, esculpiu uma estátua em marfim, mimetizando seus ideais de beleza, doçura e graça. Batizou-a de Galatea, a quem jurou eterno amor. Movido por essa paixão, chegou a construir uma cama especial para que pudesse dormir com sua amada.
Pigmalião foi um precursor em relações assimétricas e não recíprocas. Hoje a maioria das sociedades contemporâneas entende o hedonismo e diversidade das práticas sexuais, aceitando ou tolerando as mais distintas formas de uso do corpo e alguns desvios. Sob o viés desse novo erotismo, o corpo nunca esteve em tamanha evidência: como anteviu Jean Baudrillard, é o mais belo objeto de consumo. E o Pigmalião do século XXI não esculpe seu objeto de desejo em marfim, mas o consome, talhado em aço, fibras e silicone. A memória sai de cena e entram os chips. Os robôs projetados para o sexo são a nova fronteira do erotismo. E as empresas já se preparam para lucrar com isso.
Os protótipos que vêm sendo desenvolvidos em laboratórios norte-americanos são, essencialmente, representações pornográficas do corpo humano – principalmente de mulheres. Tais imitações, combinadas ao antropomorfismo humano, podem levar muitas pessoas a enxergarem os robôs como uma nova categoria ontológica, habitando uma fronteira fantasiosa entre os vivos e os inanimados. De olho no futuro das relações, cientistas e programadores trabalham para criar a tecnologia do desejo erótico, carregando bytes de intimidade, companheirismo e conversa para aprimorar a gratificação sexual oferecida por um exército de robôs em formação.
Mas que tipos de relações seriam construídos a partir dessa interação? O mito de Pigmalião retrata, entre outros aspectos, um dos primeiros casos de relações não recíprocas de que se tem conhecimento na história da Humanidade. Nesse aspecto, também cabem paralelos com a interação entre homem e robôs. Entraríamos, assim, na era das relações assimétricas institucionalizadas.
Até hoje, o ser humano está acostumado a interagir de forma simétrica. Uma amizade, por exemplo, é uma relação simétrica, pois a motivação é mútua e compartilhada. Aristóteles preconizou que o homem tem três diferentes motivações para se relacionar socialmente. São elas: a bondade, a utilidade e o prazer. Por prazer, o filósofo entendia como hobbies ou gosto por esportes e atividades em comum.
As análises têm como premissa o conceito de reconhecimento mútuo, numa relação simétrica e transitiva. “No plano da filosofia da realidade, quase toda autoconsciência é mediatamente reflexiva, isto é, condicionada por relações de mútuo reconhecimento; parece-me, no entanto, que a estrutura lógica dessa reflexividade mediada teria de ser tematizada também no plano da lógica, pois apenas ela representa uma síntese de tipos de relações objetivo-lógicas e subjetivo-lógicas”, explica Vittorio Hösle, em “Sistema de Hegel (O) – O idealismo da subjetividade e o problema da intersubjetividade”.
Os filósofos são bastante incisivos sobre o requisito de simetria para as interações humanas. Em “Exploring Human-Robot Social Relations”, o pesquisador Stefan Weijers, explica que um relacionamento sexo-afetivo é diferente de outras relações sociais em alguns aspectos. “Ao contrário da relação entre amigos, uma relação entre amantes pressupõe uma cumplicidade profunda. Amantes falam explicitamente sobre seu relacionamento um ao outro, de maneira diferente de outras relações sociais. Nesse âmbito, a maior realização é ser amigo do amante, porque não só há atração física, há também uma base mútua e rica de interesses compartilhados e atividades que fortalecem o relacionamento além da atração física.”
Weijers destrinchou as relações entre humanos e montou uma estrutura com quatro propriedades imprescindíveis: afeto, utilidade, interação e admiração. Na esfera do afeto, Weijers considera que os robôs que precisam realizar tarefas sociais deverão contar com dispositivos miméticos que simulem alguma forma de carinho. Em utilidade, ele identifica como possibilidades o fornecimento de experiências prazerosas e o combate à solidão. Imagina-se que a propriedade de interação seja a de mais fácil alcance, em que pese o desafio de se criar robôs que possam falar como nós, numa linguagem que soe natural. Entretanto, um alto nível de interatividade parece estar fora do alcance. Mas o principal gargalo está no quesito admiração: máquinas não têm sentimentos, e esta emoção ainda é difícil de forjar em laboratório.

HOJE FICÇÃO, REALIDADE NUM
FUTURO PRÓXIMO
No universo que se delineia com a entrada dos chamados robôs sociais ou sexuais, é pertinente perguntar: as regras para as relações entre humanos podem ser usadas em relacionamentos com não humanos? Ainda se sabe pouco, muito pouco sobre futuros robôs com personalidade – que poderiam ter todo tipo de propriedades imaginadas. No universo da ficção, as histórias em que há intimidade com robôs (principalmente mulheres), frequentemente os retratam como objetos sexuais. No filme A.I. há um casal de trabalhadores do sexo chamado Gigolo Joe e Gigolo Jane. Eles têm a capacidade de mudar suas aparências para combinar as preferências de um usuário e podem reagir às emoções humanas para serem melhores amantes. A película Ex Machina mostra um criador de robôs, Nathan, mantendo relações sexuais com sua criação, de maneira fria. O exemplo mais recente é a série Westworld, da HBO. Lá, há um inusitado parque temático de diversões, que cria uma atmosfera violenta e cheia de sexo, protagonizada por robôs anfitriões. Um dos personagens humanos (William) se apaixona por uma robô anfitriã (Dolores). Há também um bordel com robôs, comandado pela cafetina Madame Maeve Millay, que atende os desejos mais sombrios dos convidados do parque temático.
Hoje esses cenários ainda nos soam improváveis, mas algumas das tecnologias apresentadas no universo fictício de Westworld já são realidade. A popularidade das bonecas sexuais modernas está criando um mercado cada vez mais promissor. Diversas pesquisas confirmam que existe uma demanda potencial para robôs que prestam serviços sexuais. Mathias Scheutz e Thomas Arnold no estudo “Are we ready for sex robots” apresentam uma sondagem feita com 100 participantes dos EUA que variaram entre 20 a 61 anos em 2016. Eles descobriram que dois terços dos homens eram favoráveis ao uso de robôs sexuais, enquanto quase dois terços das mulheres estavam contra. Mas 86% dos entrevistados (homens e mulheres) achavam que os robôs satisfariam seu desejo sexual. Uma pesquisa do Huffington Post com mil adultos norte-americanos descobriu que 9% fariam sexo com robôs, caso o produto estivesse disponível.
Com os rápidos desenvolvimentos tecnológicos, as empresas esperam conquistar uma fatia maior do mercado criando bonecos de sexo robotizados movidos por reconhecimento de fala e conversas geradas a partir do mecanismo de chatbot – abreviação de robôs de conversação. A empresa que conseguir criar o companheiro de sexo mais realista ao preço certo é forte candidata a virar uma das principais marcas do futuro próximo.

Pós-orgasmo
Customizações e complementos podem gerar preços significativamente. Os novos robôs sexuais – como suas “primas”, as bonecas sexuais – são feitos de borracha de silicone e anunciados como “sensíveis ao toque”. Esses robôs estão equipados com todos os sensores do corpo para que possam responder ao toque humano. Uma rápida navegação no site da empresa RealBotix dá uma ideia do que hoje são consideradas as características importantes dos robôs sexuais: aparência, mobilidade, sensação e inteligência artificial.
Um dos modelos – o Android Love Doll – pode realizar “50 posições sexuais automatizadas”. Já o robô Roxxxy Gold é anunciado como capaz de exibir orgasmos, embora não seja claro se isso é através de som, movimento ou ambos. Um dos produtos mais completos atende pelo nome de Harmony. Além da capacidade de orgasmo, tem “articulação do pescoço, expressão facial, olhos em movimento e a capacidade de sincronizar os lábios com o áudio falado”. Hoje, os preços variam entre US$ 5 mil (Android Love) e US$ 15 mil (Harmony).
Todos esses robôs são equipados com algum software de Inteligência Artificial (IA). O robô Android Love conta com um programa avançado para comunicação. Por sua vez, o Roxxxy Gold, feito pela RealBotix, permite a personalização da IA, escolhendo “traços e emoções que você considera atraentes”, incluindo níveis altos ou baixos de felicidade, timidez, humor etc.
Talvez o uso mais ambicioso do software de IA usado para criar uma experiência realista venha da empresa Abyss Creations. Eles querem que Harmony seja um robô completo, equipado com vasta habilidade de conversação. Embora seja difícil avaliar o desempenho de Harmony a partir de vídeos com scripts, a empresa lançou um aplicativo de Harmony, de IA programável, que “aprende” sobre você enquanto conversa com ele. O aplicativo pode se conectar aos robôs sexuais da empresa. Eles também produzem um avatar que pode ser usado para interações virtuais. A esperança deles é combinar realidade virtual, inteligência virtual e um corpo robótico para criar uma experiência sexual completamente imersiva. A Abyss Creations também pretende incluir logo o reconhecimento facial e a habilidade de reconhecimento por voz no produto.

ILUSÃO DE HUMANIDADE
No entanto, apesar de muitos anos de pesquisa, nenhum cientista conseguiu desenvolver um robô que consiga enganar a mente humana, fazendo-a pensar que se trata de um ser humano. No ambiente chamado “Uncanny Valley” (ou vale das bizarrices, em livre tradução), pesquisadores detectaram que, num estágio inicial, o antropomorfismo humano é responsável por criar uma sensação que nos permite suspender nossa descrença de que um robô é um ator humano, nos levando a acreditar que se trata de um ser com estados mentais verdadeiros. Após essa ilusão, nossa afinidade diminui drasticamente.
Para vencer essa aversão natural, cientistas japoneses se dedicam a estudar o uso de silício para criar robôs que pareçam com seres reais. No momento, um dos melhores exemplos da robótica é o FrubberTM. Patenteado, é um polímero elástico estruturado, que imita o movimento da musculatura humana e a sensação de toque real da pele de uma pessoa.
Um dos aspectos fundamentais para criar a ilusão de humanidade é proporcionar aos robôs a capacidade de responder com as emoções apropriadas a um determinado contexto. Uma das vantagens desses robôs é a habilidade de usar sinais biológicos – como frequência cardíaca, respiração e suor – para detectar a excitação. Mas, em termos de espontaneidade nas conversas, as máquinas ainda têm um longo caminho a percorrer. Existem muitos chatbots que podem conversar um pouco estranhamente sobre vários temas, mas ainda estamos muito longe de um chatbot nos convencer de que é humano. Certamente, ainda não há sinal de nada tão habilidoso como o personagem de Scarlett Johansson no filme Her.
Um dos problemas já identificados no projeto de robôs com fins sexuais ou de socialização é: como manter as pessoas envolvidas por longos períodos de tempo? De acordo com Bruce Gockley o caminho a seguir é conferir aos robôs personalidade, expressões e, mais importante de tudo, uma história interativa e complexa. Um robô deve dar a impressão de ter uma vida privada interessante, com objetivos, expectativas, decisões de mudança de vida e, talvez, até mesmo uma vida amorosa.
O desafio para os robôs sociais no momento não é, portanto, como podemos dar-lhes emoções, consciência ou outros atributos geralmente associados à inteligência humana, mas sim como podemos fazer robôs interessantes, envolventes e interativos por um longo período de tempo. Um objetivo que parece muito mais viável para o futuro próximo.
O sucesso de um robô sexual depende não só de sua funcionalidade operacional, oferecendo voz parecida com a dos humanos e gestos enfáticos. História, conteúdo e personalidade também são itens fundamentais. Pois o público consumidor desse produto são pessoas. E pessoas antropomorfizam objetos para compreendê-los e atribuir-lhes automaticamente emoções humanas.
Objetos bem-sucedidos são aqueles projetados de uma forma que nos obriga a contar uma história sobre suas origens. Logo, um robô bem-sucedido precisará contar uma história sobre sua própria origem. Nesse sentido, ajudará muito se um robô puder de alguma forma lembrar e descrever o que aconteceu no passado. Dessa forma, também cumpre a função de objetos de memória que podem contar uma situação a partir de sua própria perspectiva.
Esse aspecto suscita um debate ético. Para vários autores, a ilusão antropomórfica resultante do design de um robô significa que só pode haver uma relação unilateral entre um robô e um humano. Essa interação poderia ser considerada semelhante a uma relação com outras tecnologias (por exemplo, seu telefone, frigorífico ou carro).
Qualquer relação afetiva com esses objetos seria explicada como o caso de amar um artefato que não pode te amar de volta. Isso levou o professor de Ética John Sullins, da Universidade Estadual de Sonoma, a argumentar que essa ilusão desrespeita a natureza humana e “não deve ser usada para enganar as pessoas para atribuir mais sentimentos à máquina do que deveriam. O amor é uma emoção poderosa e somos facilmente manipulados por ela”.
Sullins também é cético com relação às possibilidades de interações amorosas/íntimas/sexuais entre humanos e robôs, dizendo que isso ignora “as noções profundas e matizadas de amor e a concordância da verdadeira amizade”. Ele argumenta que, embora possamos até achar algum robô fisicamente atraente, “nós temos um mecanismo interno que só se satisfará verdadeiramente quando completar nossas necessidades físicas e emocionais”. Em outras palavras, os robôs sexuais são pouco mais do que os brinquedos sexuais já amplamente utilizados. Mathias Scheutz e Thomas Arnold corroboram essa tese ao afirmarem que “as pessoas em geral veem o sexo com um robô como algo um pouco além de uma masturbação usando um vibrador, mas uma experiência ainda distante das relações sexuais com um ser humano”.
Em “Better Sex”, Sara Ruddick vê o papel central do desejo mútuo para uma relação sexual completa entre duas pessoas. Nós não só desejamos o outro. Desejamos ser desejados e, ainda mais completamente, desejamos que nosso desejo seja desejado. A admiração é talvez a propriedade mais problemática para as relações sociais humano-robô. A admiração é ponto-chave para aspectos importantes em relações sociais humanas, como virtude, moralidade e igualdade. Nenhumas dessas é qualidade que hoje se consegue aplicar aos robôs. Em certo sentido, isso significa que os robôs nunca receberão muita admiração dos humanos. Ou pior, nunca admirarão verdadeiramente um humano. O conhecimento de que o robô não está experimentando emoções genuínas pode afetar a experiência do usuário.
Embora os robôs sexuais sejam um fator muito recente para que saibamos como os clientes se relacionarão com eles, há uma série de casos documentados de homens que acreditam ter formado um relacionamento com bonecas sexuais passivas não móveis. Um desses, segundo o jornal britânico Daily Mail é o empresário japonês Senji Nakajima, casado e com dois filhos. Ele disse que ele comprou originalmente para sexo, mas depois de dois meses se apaixonou por isso: “Ela precisa de muita ajuda, mas ainda é meu parceiro perfeito que compartilha momentos preciosos comigo e enriquece minha vida”.
Naturalmente, haverá pessoas que serão muito carinhosas com seus robôs. Também parece provável que haja robôs usados para atividades estritamente sexuais, mas é pouco provável que esta relação se equivalha a de um verdadeiro amante ou amigo para a maioria das pessoas.
Por mais que a Inteligência artificial tenha evoluído, ainda não existe um robô sagaz o suficiente para passar no teste de Turing. Pioneiro em inteligência artificial, o britânico Alan Turing criou uma avaliação que mede a capacidade de uma máquina de exibir comportamentos inteligentes indistinguíveis de um ser humano. Não há caso no mercado de produtos aptos a passar por esse crivo.
Hoje, parece que uma relação mestre-escravo é a melhor maneira de descrever uma possível interação entre robô humano e social. Robôs talvez (até certo ponto) substituam prostitutas, mas não substituirão os amantes, porque ainda não podem ser indivíduos independentes, compartilhar experiências e interesses.
As relações de dominação, vale repetir, são assimétricas. Isso significa que ambas as partes no relacionamento têm um conjunto diferente de propriedades e expectativas. Essa assimetria é o que pode causar problemas numa relação homem-robô, já que humanos adoram fantasiar e podem esperar que uma relação seja simétrica – mesmo que não seja. No fim dessa história, parece que não haverá happy end. Ou haverá? Afinal, nem precisa de Afrodite. Basta dar um boot, comprar online no aplicativo uma nova personalidade, atualizar o robô e reiniciar a relação.

A autora é diretora da Insight Comunicação e editora da Revista Bioma
kelly.nascimento@insightnet.com.br
BIBLIOGRAFIA

ARISTÓTELES (2010) Ética a Nicomano. Clássicos Edipro.

BAUDRILLARD, Jean (2008) A Sociedade de Consumo. Edições 70.

CLIFF, M. (2016) She is more than plastic’: Married Japanese man ‘finds love’ with a Sex Doll, Mail Online.

GOCKLEY, R., Bruce, A., Forlizzi, J., Michalowski, M., Mundell, A., Rosenthal, S., Sellner, B., Simmons, R., Snipes, K., Schultz, A. C., et al. (2005). Designing robots for longterm social interaction. In Proceedings of IEEE/RSJ International Conference on Intelligent Robots and Systems.

MORI, M., MacDorman, K. F., & Kageki, N. (2012). The Uncanny Valley [From the Field]. IEEE Robotics Automation Magazine.

RICHARDSON, K. (2016). Sex Robot Matters: Slavery, the Prostituted, and the Rights of Machines. IEEE Technology and Society Magazine.

RICHARDSON, K. (2016). The Asymmetrical “Relationship”: Parallels Between Prostitution and the Development of Sex Robots. SIGCAS Comput. Soc.

RUDDICK, Sara. 1975. Better Sex. In Robert Baker and Frederick Elliston, Philosophy and Sex.

SCHEUTZ M, Arnold T, & 11th Annual ACM/IEEE International Conference on Human-Robot Interaction, H. 2016. (2016). Are we ready for sex robots? ACM/IEEE Int. Conf. Hum.-Rob. Interact.

SHARKEY, Noel; Wynsberghe, A.; Robbins, S.; Hancock, Eleanor. “Our Sexual Future With Robots”. Foundation for Responsible Robotics

SULLINS J.P. (2012). Robots, love, and sex: The ethics of building a love machine. IEEE Trans.

TURING, A. M. (1950). Computing machinery and intelligence. Mind WEIJERS, Stefan (2013) Exploring Human-Robot Social Relations.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *