Afogando em algoritmos: o fenecimento por exclusão digital

Afogando em algoritmos: o fenecimento por exclusão digital

KELLY NASCIMENTO
Jornalista

 

 

O mundo caminha com velocidade em direção à digitalização das interações entre as pessoas, impingindo novas dinâmicas sociais. Nessa sociedade de hábitos ressignificados, o “like” é o novo aperto de mão. Na contramão desse fluxo estão os indivíduos com mais de 65 anos. Hoje mais da metade da população mundial está online. No Brasil o índice da conectividade sobre para 64,7%. Mas a maior parte dos que estão offline é idosa. Se estar conectado é o novo normal, os mais velhos estarão condenados a definharem solitários nos porões do esquecimento da coletividade. E eles serão metade da população brasileira em idade produtiva a partir de 2060, segundo projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Enfrentarão, portanto, sérias dificuldades para interagir com seus colegas mais novos e usar as ferramentas necessárias para atingir um desempenho mínimo e continuarem empregados. A tecnologia empurrará aqueles que ainda funcionam no modo analógico ao limbo da reclusão virtual. Um jeito moderno de deixar de existir: o óbito digital.

Nos cinco primeiros meses de 2019, enviamos cerca de 19 trilhões de e-mails, 53 bilhões de tuítes e 450 milhões de posts em blogs. O cálculo é do Fórum Econômico Mundial. A cada dia, o botão “like” do Instagram recebe 4,2 milhões de cliques, pelas contas da agência de marketing digital Omnicore. Definitivamente, trata-se de um novo mundo. Com regras, funcionalidades e dinâmicas que os milhares de desconectados desconhecem. No livro “The Attention Merchants: The Epic Scramble to Get Inside Our Heads”, Tim Wu, professor da Universidade Columbia, afirma que o vício moderno de manter os olhos grudados em telas de vidro portáteis é regido por um mecanismo chamado de sistema de comportamento operante.

A definição é baseada no behaviorismo radical – campo filosófico da análise de hábitos, postulado pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner. Ele acreditava na possibilidade de controlar e moldar a conduta humana a partir de situação de interação de seres entre si e também com o ambiente. Em um de seus mais célebres experimentos, provou que os pombos se tornam viciados em bicar um determinado botão que expele sementes, mesmo sem saber quando as sementes serão expelidas. São os chamados sistemas de recompensas variáveis, os mesmo que os algoritmos implementam nas redes sociais. Máquinas caça-níqueis operam sob a mesma lógica.

Os estímulos gerados por recompensas variáveis são considerados por psicólogos como os mais viciantes. As mentes dos nativos digitais – termo criado pelo escritor norte-americano Marc Prensky para definir pessoas nascidas a partir de 1990 e com amplo acesso a tecnologias – operarão, cada vez mais, regidas por essa lógica. Como os pombos, estarão a todo momento clicando em botões das redes sociais à procura de recompensas. Hoje a maior plataforma desse universo é o Facebook, espécie de praça virtual onde se reúnem 2,3 bilhões de pessoas por dia. O crescimento da empresa de Mark Zuckerberg foi exponencial. Em 2008, eram apenas 100 milhões de usuários. Um ano depois, a plataforma passou a contar com o botão “like” e passou a atrair, por trimestre, entre 50 a 100 milhões de pessoas.

Os códigos sociais nesses ambientes são complexos. Em alguns, como o Twitter, é liberado interagir e comentar post de pessoas que você não conhece. Já em outras, como Instagram, esse comportamento não é bem visto pela maioria dos usuários. A dinâmica de encontros e interações dessa praça virtual não é arbitrada por humanos, mas por algoritmos que efetivamente determinam quem pode ver qual material. Além de criar as normas, a inteligência artificial por trás desses algoritmos também tem a prerrogativa de mudá-las, sem que os usuários necessariamente sejam informados disso. Há muitas diretrizes secretas.

 

HISTÓRIA, STORIES

Posto, logo existo. Se vivesse nesses tempos de hiperconectividade, René Descartes certamente adaptaria sua frase célebre aos novos modos pós-modernos. As interações nas redes sociais não ditam apenas sua experiência naquela plataforma virtual. Passaram, desde sua massificação, a significar e transmutar a experiência de vida real. Compartilhar fatos e momentos do cotidiano via foto, texto ou vídeo tornou-se imperativo nesse século XXI. Socializar, conectar e compartilhar são uma espécie de Santíssima Trindade do Sapiens Conectus – essa espécie que tem o celular como extensão do próprio corpo.

Assim, a existência, ou melhor, o reconhecimento dela, se dá por meio do “like”, novo mecanismo de validação social. A obsessão pelo “like” – simbolizado como um coração vermelho no Instagram e no Twitter e um polegar para cima no Facebook – tem mudado a forma com que as pessoas se veem e se relacionam. Isso foi demonstrado por um estudo da Universidade da Califórnia focado em adolescentes entre 13 e 18 anos. Quando os meninos visualizaram uma foto compartilhada nas redes e que alcançou muitos “like”, houve mais atividade cerebral na área relacionada à recompensa, que trabalha a sensação de prazer. Ou seja, ao ver uma foto com muita interação, os adolescentes sentem a necessidade de fazer parte disso. Se a mesma imagem (ou uma parecida) for compartilhada sem muito sucesso nas reações, os meninos tenderão a ignorá-la. Este efeito químico aumenta quando a foto com tantos “like” é sua.

Em “Pape Satàn Aleppe”, o filósofo Umberto Eco tangencia a necessidade humana por reconhecimento social em tempos de internet: “O ser humano, para saber quem ele é, precisa do olhar do outro, e quanto mais ele ama e admira o outro, mais ele se reconhece (ou acho que ele se reconhece). Se em vez de apenas um outro eles são 100 ou 1.000 ou 10.000, muito melhor, você se sente completamente satisfeito”.

Em seus experimentos na área de psicologia, Burrhus Frederic Skinner desenvolveu um aparelho fechado, que continha uma barra ou chave que um animal pode pressionar ou manipular de modo a obter alimentos ou água como um tipo de reforço. Colocou no compartimento um rato privado de alimento. Com o passar do tempo, o roedor se comportava de maneira aleatória. Quando se aproximava de uma barra, Skinner introduzia uma gota d’água na caixa através de um mecanismo, e a cobaia a bebia. As próximas gotas eram apresentadas quando o rato se aproximava um pouco mais da barra. As outras, quando encostava o nariz na barra. Depois as patas. E assim em diante até que o rato estava pressionando a barra dezenas de vezes até saciar completamente sua sede. Assim, as redes sociais funcionam como a caixa de Skinner, onde o “like” é o fator de condicionamento operante de seus bilhões de usuários.

 

CONECTIVIDADE = VISIBILIDADE

Estar conectado o dia todo às redes sociais parece ser o novo normal para jovens e adultos hoje em dia. Corações vermelhos e polegares para cima têm grande peso em um comportamento que, para esse segmento da população, já foi naturalizado. Para as novas gerações, não há grande diferença entre a vida considerada “real” – aquela em que o indivíduo sai de casa, caminha pelas calçadas, dá bom dia aos vizinho que encontra pelo caminho até chegar ao bar em que marcou de encontrar com os amigos da época da faculdade – da virtual, esta em que você pega o celular, abre seu aplicativo favorito, sai disparando bom dia para os contatos que pipocam ao longo do seu feed de notícias, até clicar no grupo da sua turma dos tempos da faculdade e interagir intensamente com seus membros.

Aliás, a vida virtual torna-se, cada vez mais, regra. Encontros presenciais, exceção. E, se não houver uma grande reviravolta nos costumes sociais, a tendência é que isso se intensifique. A realidade deixou de estar exclusivamente definida pelo espaço que nos circunda. A tecnologia digital abriu, para aqueles que falam sua língua, fendas no tecido do tempo. É possível coexistir em mundos distintos, levados ao extremo por gadgets como óculos de realidade virtual. A vida no espaço físico coexiste com a digital por meio de telas. O smartphone é o portal mágico que abriu dimensões de multipresença, permitindo estar “aqui e lá” ao mesmo tempo. O espaço é fluido, próprio da modernidade líquida de Zygmunt Bauman.

O descompasso se dá pelo fato de que, para a faixa populacional acima dos 60 anos, os considerados idosos, isso não faz tanto sentido. Com efeito, eles são como anfíbios nesse ecossistema. Conseguem respirar o ar na terra digital, mas têm a memória da vida nos rios da era offline. Por terem nascido nessas águas, não vieram com as ferramentas de exploração de solo online originais de fábrica. Seu pulmão ainda é analógico. É preciso fazer um esforço para respirar os novos ares advindos desse universo digital.

O gap tecnológico se tornará social. Hoje já lidamos com a primeira geração 100% digital. Chamada de alfa, é formada pelas crianças nascidas a partir de 2010. Para elas, modos e costumes do mundo analógico – como ligar para desejar feliz aniversário – não fazem sentido: são parte de um passado distante. A tecnologia, acessada majoritariamente via smartphones, é uma extensão de seu corpo e pontua toda sua forma de conhecer e interagir com o mundo.

O mundo atual testemunha o convício de sete gerações. A grandiosa é formada pelos que cresceram durante a Grande Depressão de 1929. Seus filhos são da Baby Boomers (1943-1964) e da geração silenciosa (1925-1942). Seus netos são da X (1960-1970) e Y (1980-1990). Seu bisnetos são as gerações Z (1990-2009) e a Alfa (a partir de 2010). O relacionamento entre esses grupos á se dá com alguns ruídos. Os bisavós se comunicam por cartas, as mães da geração X sofrem porque gosta de receber chamadas dos filhos da turma Y. Estes, por sua vez, mandam áudios de WhatsApp abominavelmente longos para os jovens da Geração Z, que não curtem os mesmos games da molecada alfa.

A cada semana, mais de 2,5 milhões de alfa chegam ao planeta. Projeções de especialistas em crescimento populacional indicam que, em 2025, o grupo alcançará mais de 2 bilhões de pessoas. Já os idosos serão 1,1 bilhão. Segundo a Organização das Nações Unidas, em 2020 o número de pessoas com 60 anos ou mais ultrapassará o de crianças menores de 5 anos. Então, o mundo terá se tornado uma Torre de Babel em que nativos e imigrantes digitais terão de se esforçar para manter ativados seus laços sociais, em que pese a distância tecnológica que os separará. Nesses novos tempos, a conexão será mais importante que a comunicação por si. O meio se sobreporá à mensagem.

O pesquisador Pablo Mancini, professor do Mestrado Internacional em Comunicação e Jornalismo Digital da Universid Mayor, do Chile, define assim este momento: “a realidade parecerá uma ficção binária narrando um mundo divido entre nativos e imigrantes – que, no entanto, revela um conflito de gerações com impacto sem precedentes sobre os hábitos sociais”.

O psicólogo Roberto Balaguer, professor da Universidade Católica do Uruguai, pontua que, se antes as gerações eram definidas a partir de acontecimentos históricos ou sociais importantes, hoje são delimitadas pelo uso de determinada tecnologia. Uma das principais transformações que se apresenta entre a conectividade e a mente dos mais jovens é a condução do corpo à multipresença, o que significa para o corpo a conexão e como isso afeta sua autoimagem. Conectar-se implica desmaterializar o corpo, dissolver seus limites naturais e gerar movimentos de navegação e fusão, com repercussões ainda inexploradas na mente infanto-juvenil.

Essa realidade hiperconectada é enquadrada por Balaguer numa tríade de conceitos formados por: hipocorpo – corpo – hipercorpo. Esses três elementos formam um contínuo que vai desde a multipresença da conexão (hipercorpo), a vivência normal de um corpo finito, material e, finalmente, a posterior experimentação do “hipocorpo”, como sentimento de perda frente à desconexão.

Os avanços tecnológicos propiciam uma junção homem-máquina, em que o aparelho celular é uma espécie de prótese que permite mergulhar no admirável mundo novo dos bytes. Nesse contexto, o corpo é mero suporte que permite a conexão mental com a rede. “Muito se tem falado da imobilidade do corpo nesta nova era, saturada de tecnologia. A viagem pelas redes é uma espécie de utilização mcluhaniana da tecnologia como uma prótese do corpo, uma extensão do sistema nervoso, capaz de ultrapassar os limites individuais, os limites corporais e transcender fronteiras. Se o lema da sociedade industrial era “o movimento se mostra andando”, na sociedade pós-industrial é: “o movimento se mostra clicando”, avalia Balaguer.

Zygmunt Bauman acreditava que o Facebook, o Instagram e todas as plataformas que conectam virtualmente se baseiam na necessidade de não estarem sozinhos e no medo de rejeição. E o que acontece com os milhares de cidadãos que não têm acesso à essa festa pós-moderna de ode ao ego? Pesquisador da cybercultura, Steve Jones defende que “quando não nos conectamos estamos infinitamente distantes. A desconexão, portanto, expõe os indivíduos à não existência, à sensação de ficar de fora do mundo, relegados ao vácuo do esquecimento.

 

NOVAS DINÂMICAS SOCIAIS

O fenômeno da onipresença traz consigo importantes consequências nas dinâmicas sociais até então estabelecidas. A noção de vínculos é profundamente modificada com o advento da tecnologia. A tela do celular passa a permitir que o indivíduo saia para o mundo sem ter que colocar os pés fora de casa. Cada vez mais, a socialização é feita de modo contínuo por meio das redes e a mais diversas tecnologias disponíveis por meio de apps (WhatsApp, Messenger, direct Message, e-mails, Telegram). Aí temos uma diferença substancial entre as gerações de nativos e de imigrantes digitais. Essa hiperconectividade vem transformando de maneira radical as relações sociais. Aquela vida que parte da realidade em que as pessoas se ligam, se esbarram na rua e dizem bom dia e se convidam para o almoço de domingo após se esbarrarem na padaria pela manhã será cena de filme de ficção.

Quando a internet surgiu, há pouco mais de 30 anos, foi recebida com otimismo pujante. Naquele tempo, acreditava-se que a novidade teria a missão primordial de garantir o acesso à informação, aproximar pessoas e fortalecer democracias. Depois de casos de fake news, bolhas sociais e casos incitação ao ódio nas redes sociais, sabe-se que não é bem assim.

De todos os segmentos populacionais impactados pelo fenômeno de “likes” e outras na forma de se relacionar pós-redes sociais, não há dúvidas: o que mais sofre são os idosos. Relegados, em sua maioria, ao limbo do mundo offline, as pessoas com mais de 60/65 anos observam sua rede de proteção social ser corroída clique após clique. Pois são as principais vítimas do fenômeno chamado de exclusão digital.

A exclusão social pode ser entendida em relacionar termos como a (in)capacidade de participar da vida da comunidade, o que afeta a qualidade de vida do indivíduo, bem como a coesão da sociedade. Esta compreensão da exclusão social pressupõe a exclusão digital, uma vez que tem sido demonstrado que o engajamento com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) é um pré-requisito para a participação igual e plena na sociedade.

Os pesquisadores Amit Schejter, Orit Rivka, Ben Harush e Noam Tirosh definem exclusão digital como uma desigualdade que limita o acesso e a capacidade de usar as TICs, vistas como essenciais à participação plena na sociedade. A forma como esse banimento social é definido mudou. Antes, limitava-se a verificar o acesso à internet e à falta dele. Hoje o conceito abrange noções mais refinadas, como a forma com que se usa e a habilidade de interações efetivas. A literacia digital está no cerne da questão. À medida que as interações se tornarem cada vez mais digitais, o significado de inclusão digital evolui. A exclusão se tornará menos sobre se você está online ou offline e mais sobre quais atividades online se realiza e como.

No estudo “The role of digital exclusion in social exclusion”, da Ipsos, os pesquisadores Chris Martin, Steven Hope e Sanah Zubairi se dedicam a mapear as causas e barreiras por trás do problema. “A exclusão social é um processo complexo e multidimensional processo. Envolve a falta ou negação de recursos, direitos, bens e serviços e incapacidade de participar nas relações e atividades normais, disponível para a maioria das pessoas em uma sociedade, seja em termos econômicos, sociais, culturais ou arenas políticas. Afeta tanto a qualidade de vida dos indivíduos, seu patrimônio e a coesão da sociedade como um todo”, escrevem.

A barreira mais significativa que os não usuários enfrentam ao se conectar é a crença de que eles não são capazes de fazê-lo. Algumas atitudes negativas em relação à internet foram identificadas no estudo. Basicamente, estão relacionadas a uma falta de confiança em tecnologias digitais, percepções de sentir-se velho demais para interagir nas redes sociais, bem como falta de domínio do universo online.

Outras diferenças foram identificadas em termos de atitudes em relação ao uso da internet. Por exemplo, menos de um terço das pessoas com mais de 65 anos estava interessada em acessar a internet. Entre as razões para não se conectarem, uma preferência para comunicação face a face foi citada, bem como medo e falta de confiança nas TIC e nos custos.

Pertencer a um bairro, podendo contar com amigos e interagir com pessoas reais ainda faz toda a diferença para os membros de gerações mais velhas. No fundo, as gerações mais velhas, em geral, não acham que a tecnologia seja assim tão positiva, pois praticamente eliminou o contato visual e empobreceu a forma com que as pessoas se comunicam. O pensamento comum é que “se comunicar usando aplicativos não é socializar; é se esconder atrás de um telefone”.

E isso tem impacto direto na saúde mental desse grupo. Um estudo realizado pelo Phoenix Center mostra que a depressão é 20% menor em adultos aposentados que usam a internet que reflete os efeitos da participação digital, particularmente o uso de redes sociais em saúde mental e bem-estar. No entanto, a literatura também destaca o potencial de impacto negativo de uso da internet em saúde mental, por exemplo, se as interações online substituírem as “olho no olho”.

Somos levados a pensar que, com a crescente digitalização da sociedade, todos acabarão por ser online, e assim a exclusão digital simplesmente desaparecerá. A tendência é exatamente o oposto acontecer. Os pesquisadores alertam para o fato de que a tecnologia digital está continuamente se desenvolvendo e deixará cada vez mais as pessoas para trás. A rede social que você domina hoje deixará de ser cool amanhã e será esvaziada. Cairá em desuso. Em seu lugar, virá um nova com mil funcionalidades e truques que você desconhece.

Mesmo para aqueles que estão engajados com as tecnologias existentes, o ritmo em que a tecnologia se desenvolve coloca demandas significativas para aprender novos comportamentos e habilidades constantemente. Aqueles que foram criados em um mundo digital ainda vão atingir esses obstáculos ao longo do tempo e encontrar novas tecnologias mais difícil de adotar – especialmente depois de deixar o mercado de trabalho. Não há como escapar da morte digital. Um estudo da Universidade de Cambridge e da Royal Society of Public Health vasculhou o impacto das redes sociais na saúde mental do homem moderno: afetam a autoestima e geram ansiedade. Um dos sentimentos mais intensos é o medo de ficar fora dela. Como disse Fernando Pessoa, morrer é só não ser visto.

 

Kelly Nascimento é diretora da Insight Comunicação

kelly.nascimento@insightnet.com.br

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